Estresse percebido, comportamentos relacionados à saúde e condições de trabalho de professores universitários

Edina Maria de Camargo, Marcelo Ponestki Oliveira, Ciro Romelio Rodriguez-Añez, Adriano Akira Ferreira Hino, Rodrigo Siqueira Reis

Resumo


Historicamente, a profissão de professor tem sido relacionada com certo desgaste mental.
Investigações demonstram que o estresse é um fator que influencia diretamente o rendimento
do professor, assim como a sua qualidade de vida. O objetivo deste trabalho é analisar a relação
entre a percepção de estresse com comportamentos relacionados à saúde e condições de
trabalho dos professores universitários. Foi realizado, em 2005, um estudo epidemiológico de
corte transversal, com uma amostra representativa de docentes de uma universidade privada
de Curitiba (PR). A amostra foi composta de 393 indivíduos (50,1% mulheres), com idade
média de 44 ± 10,3 anos. O questionário utilizado foi elaborado a partir de instrumentos validados
e empregados em estudos com adultos, sendo: percepção de saúde e qualidade de vida,
tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, hábitos alimentares, comportamentos preventivos,
atividades físicas, percepção de estresse, condições de trabalho e informações pessoais. Para
a análise de dados foi utilizada a estatística descritiva e um modelo de regressão linear, a fim
de verificar a correlação com o estresse precebido. Os resultados apontaram uma percepção
elevada de estresse e correlacionada com os comportamentos de risco. Este estudo pode ser
relevante na prevenção desse transtorno psicossocial. A tarefa é conjunta entre professores,
alunos, instituição de ensino, família e sociedade em geral, cabendo novas pesquisas que apontem
tais necessidades.

Palavras-chave


Estresse profissional. Professores. Condições de trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/psicol.argum.31.075.DS01

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