As imagens simbólicas sobre o pranto feminino

Eunice Simões Lins Gomes, Leyla Thays Brito da Silva

Resumo


Nosso artigo analisa as imagens simbólicas sobre o pranto feminino, tendo como recorte analítico o episódio do evangelho apócrifo de Pedro, em que as mulheres dirigem-se ao túmulo de Jesus para realizar as honrarias fúnebres ao mestre. Trata-se de uma pesquisa descritiva e bibliográfica, com abordagem qualitativa. A concepção de pranto foi delineada sob a perspectiva mitológica e fundamentada com a teoria do imaginário, tendo como instrumento de análise a “Hermenêutica Simbólica de Gilbert Durand e a Mitohermenêutica de Ferreira-Santos”. Consideramos que, em seu simbolismo de morte, o pranto dessas mulheres que choraram compulsivamente, ao ponto de se ouvir uma voz “Mulher por que choras?”, apresenta a função de trazer à consciência da comunidade o término da vida, uma vez que o espetáculo da dor emocional descrito com o bater no peito e o puxar de cabelos, enfim, o lamento fúnebre, revela a angústia diante do tempo e da morte.


Palavras-chave


Pranto. Hermenêutica Simbólica. Imaginário

Texto completo:

PDF

Referências


APÓCRIFOS. OS PROSCRITOS DA BÍBLIA. Diversos tradutores. São Paulo:

Mercúrio, 1992.

BIBLIA DE JERUSALEM. São Paulo: Edições Paulinas, 1981.

BIBLIA SAGRADA NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. São Paulo: Sociedade

Bíblica do Brasil, 2000.

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega. Petrópolis: Vozes, 2009. v. I.

BURKERT, W. Religião Grega na época clássica e arcaica. Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian, 1993.

CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de símbolos. Mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. 17. ed. Rio de Janeiro: Jose Olympio Editora, 2002.

DURAND, G. A imaginação simbólica. Trad. Eliane Fitipaldi Pereira. São Paulo: Cultrix, 1988.

DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral. Lisboa: Presença, 1989.

DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

DURAND, G. L’Imaginaire: essai sur les sciences et la philosophie de l’image. Trad. José Carlos de Paula Carvalho. Rev. Técnica: Marcos Ferreira Santos. Paris: Hatier, 1994.

DURAND, G. Mito, símbolo e mitodologia. Lisboa: Editorial Presença, 1982.

DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário. (Trad. de Hélder

Godinho). Lisboa: Presença, 1997/2007.

ECO, U. Interprretação e história. Lisboa: Presença, 1993.

ELIADE, M. Imagens e símbolos: Ensaio sobre o simbolismo mágico-religioso. Trad. Sonis Cristina Tamer. São Paulo: Martins Fontes, 2002a.

ELIADE, M. Tratado de história das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2002b.

EURÍPIDES. Medéia, Hipólito, As Troianas. Trad. Mario da G. Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

FERREIRA-SANTOS, M. A sacralidade do texto em culturas orais. Diálogo, Revista de Ensino Religioso, São Paulo, v. IX, n. 35, p. 14-18, ago. 2004.

FERREIRA-SANTOS, M.; GOMES, E. S. L. (Orgs.). Educação e religiosidade: imaginários da diferença. João Pessoa: Ed. UFPB, 2010.

GOMES-DA-SILVA, P. N.; GOMES, E. S. L. Malhação: corpo juvenil e imaginário pós-moderno. João Pessoa: Ed. UFPB, 2010.

KELEMAN, S. Mito e Corpo. São Paulo: Summus, 2001.

OVÍDIO. Metamorfoses. Trad. Vera Lucia L. Magyar. São Paulo: Madras, 2003.

PAREDES, E. W. P. Hermenêutica das bases ancestrais da educação e seus desdobramentos simbólicos nos movimentos indígenas no Equador. São Paulo: USP, 2011. (Originalmente apresentada como Tese de Doutorado na Faculdade de Educação da Universidade São Paulo, 2011).




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/2175-1838.10.002.AO02

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Editora Universitária Champagnat

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.