Idolatria, poder e comércio. Um estudo de Apocalipse 18,1-24

José Adriano Filho

Resumo


Ao analisar o texto de Apocalipse 18 faço uma leitura teológica do fator econômico ao catalogá-lo como pecado e sujeito ao juízo de Deus. Essa economia é pecaminosa na medida em que acarreta miséria para muitos e, além disso, significa perseguição e morte para a comunidade dos fiéis. O pecado, assim caracterizado, “chega ao céu”, constitui a medula de uma situação pecaminosa. Deus não passa por alto “nem esquece” isso, pois é expressão de injustiça entre os homens que deve ser remediada. A degradação da vida humana no mundo atual torna-se um ponto a partir do qual podemos entender os efeitos que as formas do poder econômico assumem. Estamos também diante de “uma situação pecaminosa, injusta, que não passa despercebida aos olhos de Deus, nem é algo pelo qual Ele possa ficar desinteressado”. O sistema econômico-político atual também constitui o cerne de uma situação pecaminosa que está sujeita ao juízo de Deus. 


Palavras-chave


Economia; Pecado; Apocalipse.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/pp.v3i1.14309

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