Alteridade e embrião humano: o rosto como exigência ética de acolhimento do outro

Marcos Alexandre Alves, Edson Sallin

Resumo


Discutiremos neste artigo, os temas da alteridade e do embrião humano. A partir do ponto de vista ético, mostraremos que o embrião humano é portador de um sentido, possui um rosto que carece proteção e acolhimento em sua condição existencial. Dividimos o artigo em três pontos: inicialmente, apresentamos o embrião como possuidor de vida desde a sua concepção, momento em que se estabelece o instante da existência da humana. Posteriormente, refletimos sobre a categoria rosto como exigência ética que expressa o imperativo “tu não matarás”, segundo a perspectiva do filósofo Emmanuel Lévinas. Por fim, defendemos que o embrião humano, dado à sua condição de vulnerabilidade, manifesta a desmedida do outro enquanto outro, isto é, a alteridade absoluta que necessita e suplica acolhimento responsável e incondicional.

Palavras-chave


Embrião humano; Vida humana; Rosto; Alteridade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.08.001.ao03

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