De escolas comunitárias à Rede Sinodal de Educação: princípios evangélico-luteranos

Remi Klein, Tiago Becker

Resumo


O presente artigo trata da origem de uma educação evangélico-luterana no cenário educacional brasileiro. Com base numa pesquisa bibliográfica, o texto aborda a origem e o desenrolar histórico das escolas que formam hoje a Rede Sinodal de Educação. Essas instituições têm seu embrião na chegada dos imigrantes alemães luteranos no sul do Brasil no início do século XIX. Esses imigrantes já estavam acostumados com um sistema de ensino e, diante da inexistência de escolas públicas na nova terra, tratam de fundar escolas comunitárias. O advento da escola pública, juntamente com a exigência da nacionalização, trouxe muitas dificuldades para a escola evangélico-luterana. A maioria acabou sendo fechada ou entregue para ser mantida e administrada pelo poder público. As que sobreviveram tiveram que se adequar ao sistema nacional de ensino, passando a atuar como escolas privadas. Atualmente, o ensino evangélicoluterano está presente nas 51 escolas que formam a Rede Sinodal de Educação. Com o intuito de manter viva sua filosofia educacional, essas instituições, consideradas comunitárias, confessionais e, em alguns casos, filantrópicas, buscam realizar suas ações com base no diálogo entre Pedagogia e Teologia.


Palavras-chave


Educação. Imigração alemã. Escola comunitária. Educação evangélico- luterana. Rede Sinodal de Educação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/2175-1838.09.003.DS02

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