Domínios da qualidade de vida que refletem a função física são preditores da participação social na fase crônica do pós-AVC?

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DOI:

https://doi.org/10.1590/fm.2026.39108%20%20%20

Resumo

Introdução: Pacientes após acidente vascular cerebral (AVC) frequentemente apresentam limitações na mobilidade, restrições de participação social e prejuízo da qualidade de vida. Objetivo: Investigar se os domínios capacidade funcional (CF) e limitações por aspectos físicos (LAF) da qualidade de vida são preditores da participação social na fase crônica pós-AVC. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com 23 pacientes pós-AVC, que analisou dados de participação social (Stroke Impact Scale – domínio Participação) e qualidade de vida (Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey - SF-36) na fase crônica. Os domínios CF e LAF do SF-36 foram utilizados como indicadores indiretos da mobilidade dos participantes. Foram conduzidos testes de correlação de Spearman e regressões lineares simples e múltiplas (p < 0,05) entre os domínios CF e LAF com a participação social. Resultados: Ambos os domínios apresentaram correlação positiva e significativa com a participação social (CF: rho = 0.652; LAF: rho = 0.796; p < 0,001). Na regressão linear simples, CF e LAF explicaram 34% e 49% da variância da participação social, respectivamente. Na regressão múltipla, o modelo que considerou ambos os domínios conjuntamente explicou 57% da variância na participação social, sendo o domínio LAF o principal preditor. Conclusão: Na fase crônica do AVC, os domínios CF e LAF do SF-36 são preditores da participação social. Isso sugere que em relação à qualidade de vida, quanto maior a percepção da CF e menor a percepção de LAF, maior a participação social de indivíduos na fase crônica pós-AVC.

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Biografia do Autor

Isadora Martins Postiglioni de Vargas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano

Luciano Palmeiro Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Pesquisa Clínica, Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Claudia Tarragô Candotti, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano

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Publicado

2026-05-25

Edição

Seção

Artigo Original