Encaminhamentos pós-alta de recém-nascidos no interior do Rio Grande do Norte
DOI:
https://doi.org/10.1590/fm.2026.39106%20Resumo
Introdução: No Brasil não há fluxos bem estabelecidos para identificação e acompanhamento de crianças com alto risco para alterações neurodesenvolvimentais, dificultando o diagnóstico e a intervenção precoce. Objetivo: Traçar o perfil de recém-nascidos (RNs) encaminhados durante a alta hospitalar no interior do Rio Grande do Norte. Métodos: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, com coleta de dados em prontuários por meio do preenchimento de um questionário. Foram incluídos todos os RNs nascidos no hospital do estudo, de outubro de 2023 a março de 2024, e foram excluídos os RNs transferidos para outra unidade hospitalar ou que faleceram durante a hospitalização. A análise dos dados foi realizada pelo software SPSS 22.0, utilizando frequências e porcentagens, testes de normalidade, Mann-Whitney e qui-quadrado. Resultados: A amostra total incluiu 253 RNs, dos quais 79 foram encaminhados durante a alta hospitalar. Destes, 60 (75,9%) nasceram a termo e 63 (79,7%) foram classificados como adequados para a idade gestacional. Ao considerar fatores de risco para alterações neurodesenvolvimentais, oito (10,1%) dos neonatos necessitaram de ventilação com pressão positiva nos primeiros minutos de vida e apresentaram medianas de escores de APGAR 1 e 4 no 1º e 5° minuto, respectivamente. Ao analisar quais fatores estavam associados aos encaminhamentos, apenas a icterícia neonatal obteve resultado significativo (p = 0,036). Conclusão: Foram encontradas crianças com fatores de risco para alterações neurodesenvolvimentais mas que não foram encaminhadas para especialistas ou para reabilitação, sugerindo uma falta de padronização na assistência.
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