Proposta de prática sensível para o tratamento da dor genitopélvica em mulheres com história de trauma sexual
DOI:
https://doi.org/10.1590/fm.2025.38136Resumo
Introdução: Trauma sexual e disfunção sexual estão relacionados entre si. A fisioterapia pode auxiliar no manejo do trauma e na reabilitação da função sexual. No entanto, poucos estudos investigaram essa forma de intervenção. Objetivo: Propor abordagens para dor gênito-pélvica em mulheres com trauma sexual. Métodos: Foram avaliadas 24 mulheres com queixa de dispareunia antes e após o tratamento da dor sexual, analisando o escore de ansiedade, a distração durante o sexo e a aversão ao toque. Um protocolo detalhado da prática sensível baseada no trauma foi desenvolvido para lidar com os sinais e sintomas do trauma. Uma estrutura de abordagem para o tratamento de mulheres com histórico de abuso sexual foi apresentada. Resultados: Mulheres tratadas com nossa abordagem de cuidado sensível apresentaram altos níveis basais de ansiedade e distração cognitiva durante o sexo (n = 8; 33,3%; α de Cronbach = 0,8 para "pensamentos de abuso sexual" e 0,75 para "falta de afeto do parceiro"). No entanto, ansiedade (1,7 ± 2,1 vs. 0,1 ± 0,5), intensidade da dor sexual (6,0 ± 3,2 vs. 0,7 ± 0,8) e dor durante a avaliação fisioterapêutica (4,6 ± 1,9 vs. 0,3 ± 0,5) foram significativamente reduzidas após o tratamento (p < 0,05). O número total de sessões até a alta da terapia foi de 7,4 (± 4,1). Conclusão: Este relato oferece uma estrutura para fisioterapeutas no manejo da dispareunia após trauma sexual, mas recomenda-se a realização de estudos prospectivos controlados para avaliar os efeitos das abordagens sensíveis.
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