Relação entre independência funcional e qualidade de vida na paralisia cerebral

Ana Cristina Resende Camargos, Tatiana Teixeira Barral de Lacerda, Taise Vieira Barros, Gleicibele Cristina da Silva, Juliana Teodoro Parreiras, Thaís Helena de Jesus Vidal

Abstract


Introdução: A paralisia cerebral (PC) pode limitar o desempenho de atividades funcionais e a qualidade de vida desses indivíduos. Objetivos: Avaliar a relação entre independência funcional e qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral. Materiais e métodos: A amostra foi composta por 30 crianças com diagnóstico de PC. Para mensurar a qualidade de vida foi utilizado o Questionário de Saúde da Criança (CHQ-PF50) e, para avaliar a funcionalidade, a parte I (habilidades funcionais) do Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (Pedi). O teste de correlação de Spearman foi utilizado para avaliar a relação entre essas variáveis. Resultados: Foi encontrada correlação significativa entre os domínios de função física e limitação das atividades diárias graças aos aspectos emocionais e comportamentais com todas as áreas do Pedi (p < 0,05). O domínio de limitação das atividades diárias graças aos aspectos físicos e a percepção de saúde apresentaram relação com as áreas de autocuidado e função social (p < 0,05). A função global só apresentou relação significativa com o autocuidado, e a saúde mental apresentou relação inversa com a mobilidade (p < 0,05). Conclusões: Nenhum domínio do CHQ-PF50 apresentou forte correlação com as áreas do Pedi, o que mostra que esses questionários avaliam constructos diferentes. Tais resultados podem auxiliar no planejamento de estratégias de avaliação e intervenção para crianças com PC.



DOI: https://doi.org/10.1590/0103-51502012000100009

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