O filósofo como clínico da crítica à cultura

Paul van Tongeren

Resumo


Este texto se refere ao tema “Indivíduo e crítica da cultura”. Gostaria de ligar o tema à pergunta pelo percurso do desenvolvimento de Nietzsche, da seguinte maneira (e, com isso, menciono imediatamente a seguir a tese central de minha conferência): a gradual escalada da crítica da cultura de Nietzsche se realiza como autocrítica de um determinado indivíduo e, na verdade, do próprio filósofo. O filósofo se desenvolve, simultaneamente, como sujeito e objeto dessa crítica. Ou ainda, para expressar no vocabulário médico de Nietzsche: o filósofo se torna ele mesmo clínico da cultura e, nessa clínica, ele exerce o papel de “médico e doente em uma pessoa”. Gostaria de conduzir o tema mais ou menos como da maneira que já ilustramos nos trabalhos do Nietzsche-Wörterbuch, e espero poder indicar algumas reflexões produtivas com esta forma de trabalho. Esse procedimento de trabalho é caracterizado, dentre outras maneiras, pelo fato de que procuramos nos manter o mais próximo possível do texto de Nietzsche.

Palavras-chave


Médico da cultura; Crítico da cultura; Pergunta; Indivíduo

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DOI: https://doi.org/10.7213/ren.v1i2.22574

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