Rosto(s) da cidade
hegemonia e subalternidade no processo de revitalização do centro histórico de Curitiba
Abstract
O presente texto tem como objetivo realizar uma abordagem crítica, através dos conceitos de hegemonia e subalternidade, do programa público de revitalização urbana “Rosto da Cidade”, levado à cabo no centro histórico de Curitiba/PR, desde 2019. As relações entre patrimônio urbano e memória coletiva se explicitam nesses tipos de projeto, que muitas vezes são utilizados para a reprodução das narrativas históricas hegemônicas. Ao passo que a cidade antiga é engolida pela metrópole, surge o conceito de centro histórico, e cria-se a necessidade de conservação. Embora o centro histórico de Curitiba seja uma área complexa com relação a seus usos e apropriações, o programa em questão não leva em conta tais idiossincrasias, remetendo-se tão somente a reparos nas fachadas dos edifícios, e admitindo como principal inimigo as pichações. A partir da crítica surgem os interstícios nos quais práticas subalternas resistem no centro histórico, dentre as quais citamos três: as competições de poesia falada, os Slams, que ocorrem no Largo da Ordem; a Linha Preta, circuito turístico de recuperação de espaços de memória afrodescendente; e a pixação, prática social de apropriação dos muros da cidade através de escritos.
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