Conectado, mas…sem contato: Gestalt-terapia com crianças e o excesso de telas.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.125.AO04

Resumo

O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes tem acarretado impactos físicos, cognitivos e emocionais significativos. Com base em literatura recente, a exposição prolongada a dispositivos eletrônicos pode levar ao sedentarismo, isolamento social, transtornos como ansiedade, depressão e hiperatividade. O presente estudo é uma reflexão teórica realizada a partir de um levantamento de estudos na literatura científica, que visa problematizar o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes, relacionando com o consequente movimento corporal escasso e suas relações com a diminuição do contato e da awareness, bem como apontar as contribuições da ludoterapia gestáltica para essa problemática. Os resultados encontrados apontam que o uso excessivo de telas está diretamente relacionado à restrição de movimentos corporais, desencadeando problemas no desenvolvimento neuropsicomotor e sintomas psicossomáticos, bem como sedentarismo e isolamento. Isso contribui para alguns problemas na sociabilidade e a medicalização precoce da infância. De acordo com os preceitos da Gestalt-terapia, o processo ludoterapêutico convida a criança a experimentar seu corpo e suas possibilidades de movimento, promovendo contato e awareness, o que pode potencializar a saúde emocional e a consciência de si e do outro.

Palavras-chave: Gestalt-terapia. Excesso de telas. Infância. Ludoterapia.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Fernandes de Medeiros, L., da Silva Câmara, A. C., & Silva de Oliveira, V. (2026). Conectado, mas…sem contato: Gestalt-terapia com crianças e o excesso de telas. Psicologia Argumento, 44(125), 1651–1660. https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.125.AO04