Centro de Referência de Assistência Social e Psicologia: inquietações sobre os corpos marginalizados

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DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.125.AO16

Resumo

Ao longo da construção da política socioassistencial no Brasil, é possível identificar práticas que transitam ora em caminhos assistencialistas e caritativos, ora por lutas que vão ao encontro de garantia de direitos e efetivação. A partir da organização do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), criou-se um sistema hierarquizado a partir de níveis distintos de proteção social e complexidade que desenvolve ações de prevenção e proteção da família e indivíduos em situação de risco pessoal e social. Nesse contexto os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), são equipamentos considerados porta de entrada, compostos por equipes técnicas as quais a(o) profissional da Psicologia se faz presente, desempenhando diversas ações e intervenções junto às famílias usuárias dos serviços dessa política pública. Frequentemente são percebidas queixas realizadas pelos técnicos em virtude das dificuldades de vinculação das(os) usuárias(os) aos serviços ofertados e estratégias de atuações interventivas. À vista disso, buscou-se neste trabalho, compreender os atravessamentos históricos que demarcaram e marcam até hoje o fazer psi neste espaço, juntamente aos marcadores sociais que contribuem para a manutenção de sujeitos subalternizados e docilizados, destacando a correlação de raça (sujeito não branco) e classe social, para assim construir práticas profissionais éticas, estéticas e políticas.

Palavras-chave: Classe social. Raça. Subalternidade. Baixa vinculação. Intervenções psicossociais.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Sampaio Teixeira de Lima, B., Aparecida Calhiari, E., & Pereira Morelli, P. (2026). Centro de Referência de Assistência Social e Psicologia: inquietações sobre os corpos marginalizados. Psicologia Argumento, 44(125), 1844–1856. https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.125.AO16