A linguagem dos números no Apocalipse

uma gramática simbólica da revelação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/2175-1838.18.e2634907

Palavras-chave:

Simbolismo, Plenitude, Imperfeição, Besta, Discernimento

Resumo

A simbologia numérica do Apocalipse estrutura a narrativa teológica de João e orienta o leitor tanto na compreensão da identidade de Deus e do Cordeiro quanto no discernimento das forças que se opõem a eles. Os números sete e doze representam, de modo geral, a plenitude da ação divina: o sete como cifra da atuação do Espírito nas Igrejas e o doze como número do povo de Deus, desde as tribos de Israel até os apóstolos do Cordeiro e a nova Jerusalém. Contudo, João também utiliza números “quebrados” ou “diminutos” para descrever a fragilidade das potências demoníacas. O três e meio, metade do sete, caracteriza tempos de opressão limitados e destinados à ruína. Nesse sistema, o 666 adquire significado não como contraste direto com o sete ou o 888, mas como múltiplo do seis, metade imperfeita do doze. Assim, expressa simbolicamente a distância radical entre a Besta e o povo de Deus e denuncia a incapacidade da Besta de alcançar plenitude, legitimidade ou permanência. Os números, portanto, não são meros ornamentos, mas instrumentos pedagógicos que formam o leitor na sabedoria e no discernimento, ajudando-o a reconhecer as forças em conflito, a manter a fidelidade ao Cordeiro e a orientar suas escolhas diante das pressões do mundo.

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Biografia do Autor

Mariosan de Sousa Marques, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Doutorando em Ciências da Religião (Pontifícia Universidade Católica de Goiás). Mestre em exegese Bíblica (Pontifício Instituto Bíblico - Roma)

David Pereira de Jesus, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Possui graduação: Bacharelado em Filosofia pelo Seminário Maior de Brasília - Nossa Senhora de Fátima (1998 - Curso Livre), Bacharelado em Teologia pelo Ateneo Pntificio Regina Apostolorum (2002), Bacharelado em Teologia pela Faculdade Dehoniana (2013), pós graduação em Docência Universitária pela PUC Goiás e mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte (2023). Atualmente é vigário episcopal para a cultura e educação da Arquidiocese de Goiânia, pároco da paróquia universitária São João Evangelista - Arquidiocese de Goiânia, Membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Goiânia; Membro da comissão de articulação da CF2024 da PUC de Goiás, professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e coordenador do curso de teologia (bacharelado da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia prática, atuando principalmente nos seguintes temas: Evangelização, Estágio pastoral, Planejamento pastoral, paróquia e animação bíblica da pastoral.

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Marques, M. de S., & Jesus, D. P. de. (2026). A linguagem dos números no Apocalipse: uma gramática simbólica da revelação. Revista Pistis & Praxis, 18, e2634907. https://doi.org/10.7213/2175-1838.18.e2634907

Edição

Seção

Artigos