Consciência “Artificial”?
Reflexões sobre a validade do argumento da consciência frente à Inteligência Artificial
DOI:
https://doi.org/10.7213/2175-1838.18.e2634028Palavras-chave:
Argumento da consciência, Inteligência Artificial, Teologia NaturalResumo
O artigo a seguir propõe uma análise das condições necessárias para a existência da consciência no âmbito do dualismo de substância e do argumento da consciência na Teologia Natural. Para tanto, apresenta-se o argumento e realiza-se um recorte analítico em três características comumente apontadas como indícios da existência de uma substância imaterial no ser humano: a intencionalidade, a racionalidade e o livre-arbítrio. A partir dessa análise, sustenta-se que existem obstáculos significativos para que a Inteligência Artificial (IA) possa possuir tais características. Para fundamentar essa tese, recorrem-se ao argumento do Quarto Chinês, de John Searle, e ao problema de outras mentes, em sua aplicação à justificação da crença segundo Alvin Plantinga, a fim de argumentar que a IA não é capaz de produzir essas propriedades.
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