Gestão do sagrado na era digital
desafios ético-teológicos no pentecostalismo brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.7213/2175-1838.18.e2633394Palavras-chave:
Pentecostalismo, Administração religiosa, Economia do sagrado, Assembleias de Deus, Hierarquia eclesiásticaResumo
Este artigo analisa a incorporação de práticas administrativas e econômicas no cotidiano das Assembleias de Deus no Brasil, evidenciando como a lógica do mercado penetrou o ambiente religioso pentecostal. Através de uma abordagem qualitativa e crítica, observa-se a utilização de mecanismos como cobranças via Pix, cartão e boletos, contratação de empresas de contabilidade e consultoria, treinamentos com foco no aumento da arrecadação e a hierarquização eclesiástica baseada em meritocracia financeira. Também se exploram os impactos sociais e simbólicos dessas práticas sobre os membros, especialmente os músicos, trabalhadores voluntários e líderes locais, que, apesar de sua dedicação, muitas vezes enfrentam cobranças intensas, constrangimentos e exclusão. A análise recorre a autores como Weber, Bourdieu e Simmel para compreender a lógica da mercantilização do sagrado e a construção simbólica do poder religioso no contexto pentecostal contemporâneo.
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Referências
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