Juventude e as práticas de patologização no acolhimento institucional

Fernanda Martins da Silva Winkelmann, Neuza Maria de Fátima Guareschi, Oriana Holsback Hadler

Resumo


Este artigo problematiza as práticas de patologização infanto-juvenis realizadas no âmbito do acolhimento institucional, a partir das experiências de trabalho com jovens atendidos em um abrigo organizado pelo recorte populacional do sexo masculino com diagnóstico de transtorno de conduta. As discussões destas práticas de patologização produziram a narrativa da trajetória de vida de um jovem acolhido que ressoa a história de muitos outros. A escrita se fundamenta na concepção foucaultiana de biopolítica como modo de governo da vida que opera políticas públicas do Estado. Assim, discute-se como os dispositivos de contenção, medicalização e internação psiquiátrica agem sobre esta população de jovens em nome da efetivação e garantias de direito para otimizar modos de governo das juventudes acolhidas. Nas conclusões, aponta-se como a contra-conduta do jovem frente à lógica institucional é neutralizada, desqualificando suas ações através do discurso patologizante.

Palavras-chave


Acolhimento Institucional; Juventude; Patologização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/psicolargum39.105.AO08

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