A univocidade do sinal e a polissemia do símbolo

Autores

  • José Wilson Vasconcelos Jr.

DOI:

https://doi.org/10.7213/psicol.argum.31.075.AO09

Palavras-chave:

Intimidade, Relação terapêutica, Análise do comportamento

Resumo

Trabalhamos a concepção junguiana de significação, segundo os conceitos de sinal e símbolo. Para tanto, discutimos a distinção que a Psicologia Analítica faz entre duas formas de pensar: o pensar dirigido ou intelecto e o fantasiar ou pensar intuitivo. Mediante as noções de univocidade semiótica e polissemia simbólica explicitamos a conexão entre o pensamento dirigido e a discriminação consciente dos pares opostos, mostrando como o circuito lógico da abstração formal forma-se desde as operações do pensamento dirigido e da constituição dos sinais, cuja significação é unívoca e convencionada, tornando-se independente daqueles contextos ideoafetivos apenas ex nunc e não ab ovo. Do mesmo modo, resta claro que o fantasiar produz os símbolos polissêmicos que aludem constitucionalmente ao inconsciente, donde a ambiguidade e a indeterminação das produções da fantasia. Inquirimos, então, desde tal articulação, qual o papel da ferramenta lógica na confecção do discurso psicológico sobre a polissemia simbólica e desenvolvemos a circunscrição, em Psicologia Analítica, do uso de um estilo discursivo antitético como exigência da própria fenomenologia psíquica às afirmações psicológicas vivas. Consideramos, por fim, que o apego unilateral de nossa presente consciência coletiva às produções significativas semióticas durante a adaptação psíquica expõe-se ao perigo mítico do “olhar para trás” e seu destino petrificante e mortal.

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Publicado

2013-11-24

Como Citar

Wilson Vasconcelos Jr., J. (2013). A univocidade do sinal e a polissemia do símbolo. Psicologia Argumento, 31(75). https://doi.org/10.7213/psicol.argum.31.075.AO09

Edição

Seção

Artigos