Teologia da compaixão com os animais: a prática de Jesus

Jerson José Darif Palhano, Mário Antonio Sanches

Resumo


As gerações atuais, com uma consciência ecológica aguçada e com a sensibilidade de defesa dos direitos dos animais não humanos, pedem uma reflexão teológica mais aprofundada sobre esses temas. Neste artigo propomos uma teologia que aborda a prática de Jesus. A temática da dignidade dos demais animais não precisa enfraquecer ou desvalorizar o humano; isso porque o texto da criação na Bíblia propõe um humano continuador do propósito de vida do Criador. Na prática de Jesus, podemos ver que ele, ao se entregar, se sacrifica por todos, inclusive pelos animais não humanos. Após a morte de Jesus, o Cristianismo nasce como sistema religioso, teológico e cultual que abandou o sacrifício dos animais como possibilidade cultual. Mesmo diante de equívocos teológicos que se configuraram historicamente, é possível resistir a qualquer afirmação que a tradição cristã, em sua totalidade, impôs a si como uma tradição de violência e descaso em relação aos animais não humanos.


Palavras-chave


Teologia; Animais não humanos; Sacrifício pascal; Bioética.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.7679

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