A espiritualidade como fonte sistêmica na Bioética

Waldir Souza

Resumo


O conceito de espiritualidade e o de bioética, tomados isoladamente, carregam sentidos densos, complexos e fascinantes. Porém, quando entrelaçados, ganham um colorido provocante e envolvente. Por detrás do afã do conhecer está a busca pela verdade que desempenha um papel fundamental no campo da ciência. Perguntar pelo existir, pelo sofrer e pelo morrer são questões que têm a ver com o sentido e o não sentido da vida, com a liberdade e a escravidão das pessoas, com a justiça e a opressão dos povos, com a guerra e a paz na história e no presente, com a doença, o sofrimento e a saúde das pessoas. São questões que purificam a experiência da fé e torna uma espiritualidade madura. A espiritualidade na bioética pode ser uma fonte sistêmica. Pensar sistemicamente uma questão é pensá-la a partir do conjunto de elementos em interação mútua que configuram a realidade na qual emerge o desafio ético.


Palavras-chave


Teologia; Bioética; Espiritualidade; Sofrimento; Morte.

Texto completo:

PDF

Referências


AGOSTINI, N. Bioética: delimitações protetoras da vida. Communio, n. 87, 2003.

ANJOS, M. F. Bioética, saúde e espiritualidade: para uma compreensão das interfaces. In: PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008a. p. 15-18.

ANJOS, M. F. Para compreender a espiritualidade em Bioética. In: PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008b. p. 19-28.

BABUT, E. O Deus poderosamente fraco da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2001.

BÍBLIA. Português. Tradução Ecumênica - TEB. Trad. Gabriel Galanche e Johan Konings. São Paulo: Loyola, 1994.

BOFF, C. Teoria do método teológico. 2. ed. rev. Petrópolis: Vozes, 1999.

BONO, E. É a ciência uma nova religião? (ou os perigos do dogma científico). Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1971.

BRITO, R. F. Morte: experiência da vida. In: D’ASSUMPÇÃO, E. A. Biotanatologia e Bioética. São Paulo: Paulinas, 2005. p. 50.

CADORÉ, B. Le théologien entre bioéthique et théologie: la théologie comme méthode. Revue dês Sciences Religieuses, v. 74, p. 114-129, 2000.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. São Paulo: Hagnos, 2006. v. 5.

CLARET, M. (Coord.). O pensamento vivo de Teilhard de Chardin. São Paulo: M. Claret, 1988.

CONCÍLIO VATICANO II. A Igreja no mundo de hoje: constituição pastoral Gaudium et Spes. Petrópolis: Vozes, 1982.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - CNBB. Estudos da

CNBB - 9. Pastoral da saúde. São Paulo: Edições Paulinas, 1975.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - CNBB XXXI. Assembleia Geral. Ética: Pessoa e Sociedade. SEDOC, v. 26, n. 1-37, p. 41-74, 1993.

D’ASSUMPÇÃO, E. A. Sobre o viver e o morrer. Manual de Tanatologia e Biotanatologia para os que partem e os que ficam. Petrópolis: Vozes, 2010.

DURAND, G. A bioética: natureza, princípios, objetivos. São Paulo: Paulus, 1995.

FORTE, B. Um pelo outro: por uma ética da transcendência. São Paulo: Paulinas, 2006.

FRANKL, V. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. Petrópolis: Vozes, 1991.

GRÜN, A. O livro das respostas. Petrópolis: Vozes, 2008.

GUZZO, A.; MATHIEU, V. Spirito. In: CENTRO DI STUDI FILOSOFICI GALLARATE. Enciclopedia Filosofica. Firenze: Casa Editrice G. C. Sansoni, 1957. p. 893-905. v. 4.

JOÃO PAULO II. Carta encíclica “Evangelium Vitae”. Petrópolis: Vozes, 1995. (Col. Documentos Pontifícios n. 264).

JONAS, H. O Princípio responsabilidade. Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto, Ed. PUC-Rio, 2006.

JULIATTO, C. I. Ciência e transcendência. Duas lições a aprender. Curitiba: Ed. Champagnat, 2012.

JUNGES, J. R. Bioética. Perspectivas e desafios. São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999. (Coleção Focus).

JUNGES, J. R. As interfaces da teologia com a bioética. Perspectiva Teológica, v. 37, p. 105-122, 2005.

LÉVINAS, E. Totalidad y infinito. Ensayo sobre la exterioridad. Salamanca: Sigueme, 1987.

LÉVINAS, E. Dificil libertad: ensayos sobre el judaísmo. Madrid: Caparros, 2004.

MARTINS, A. A. Consciência de finitude, sofrimento e espiritualidade. In: PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008. p. 99-107.

MOLTMANN, J. Ciência e sabedoria: um diálogo entre ciência natural e teologia. São Paulo Loyola, 2007.

MORAES, R. de. Ética e vida social contemporânea. Tempo e presença, n. 263, maio/jun. 1992.

MORIN, E. O método. Porto Alegre: Sulina, 2001. v. 4.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS/WHO). Constituição (1946). Disponível em: . Acesso em: 5 mar. 2013.

PESSINI, L. Eutanásia. Por que abreviar a vida? São Paulo: Centro Universitário São Camilo, Loyola, 2004.

PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008.

PESSINI, L. Espiritualidade e arte de cuidar. O sentido da fé para a saúde. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2011.

RAHNER, K. Teologia e ciência. São Paulo: Edições Paulina, 1971.

RODRIGUES, N.; CARDOSO, A. C. Idéia de sofrimento e representação cultural da doença na construção da pessoa. In: DUARTE, D. F. L.; LEAL, F. O. (Org.). Doença, sofrimento, pertubação: perspectivas etnográficas. Rio de Janeiro: Fio Cruz, 2001. p. 137-150.

ROSSELÓ, T. F. Antropologia del cuidar. Madrid: Instituto Borja de Bioética, Fundación MAPFRE Medicina, 1998.

RUBIO, M. Que és moralmente factible? Possibilidades y límites de la “tecnociencia”. Moralia, v. 24, n. 4, p. 399-424, 2001.

SANCHES, M. A. Bioética ciência e transcendência. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

SANCHES, M. A. O diálogo entre teologia e ciências naturais. In: PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008. p. 29-43.

SCHAFFLER, R. Geist. In: LEXICON FÜR THEOLOGIE UND KIRCHE. [S.l.]: [s. n.], 1995. p. 373-375. v. 4.

SELLI, L. Dor e sofrimento na tessitura da vida. In: PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. de. Buscar sentido e plenitude de vida: bioética, saúde e espiritualidade. São Paulo: Paulinas, Centro Universitário São Camilo, 2008. p. 119-124.

SILVA, C. C. da; GOMES, I. M.; RAMOS, D. L. P. Princípios da bioética personalista. In: RAMOS, D. L. P. Bioética. Pessoa e vida. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2009. p. 57-71.

TETTAMANZI, D. Bioética. Nuove frontiere per l’uomo. II edizione riveduta e ampliata. Casale Monferrato: PIEMME, 1990.

THIEL, M. J. Le défi d’une éthique systémique pour la Théologie. Revue des Sciences Religieuses, v. 74, p. 92-113, 2000.

TOLSTÓI, L. Pensamentos para uma vida feliz: calendário da sabedoria. São Paulo: Prestígio, 2005.

TORRALBA ROSELLÓ, F. Antropologia do cuidar. Petrópolis: Vozes, 2009.

VERGOTE, A. Modernidade e cristianismo: interrogações e críticas recíprocas. São Paulo: Loyola, 2002.




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.7676

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Editora Universitária Champagnat

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.