Cristianismo primitivo na cidade: conflitos e resistências

Ildo Perondi, Vicente Artuso, Waldir Souza

Resumo


O tema desse dossiê destaca as características do movimento de Jesus, com novas configurações, na passagem do contexto rural da Galileia para os grandes centros urbanos. Encontramos informações a partir dos documentos mais antigos: Cartas do apóstolo Paulo, Evangelhos, Atos dos Apóstolos e outros escritos do Novo Testamento. Se a origem do cristianismo teve lugar na sinagoga como um prolongamento do judaísmo da diáspora, seu desenvolvimento e lenta institucionalização não ocorreu sem conflitos internos e com o “status quo” do Império. Com efeito, ao considerar-se uma extensão do judaísmo, os seguidores e seguidoras de Jesus obtinham certa legitimidade e cidadania. Porém, ao desligar-se das sinagogas o novo grupo passou a ser descrito como reacionário e considerado, por autores antigos, uma “seita perniciosa”.

Não faltaram os conflitos e divisões entre grupos, por motivos culturais, religiosos, doutrinários de tendências diversas, representadas por diferentes grupos, de Paulo, Cefas, Apolo (1Cor 1,12). O esforço em buscar a unidade já no início aparece na parênese paulina adotada de um antigo credo batismal: “Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher. Todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,27-28). Paulo reforça a unidade em Cristo. Tornar-se filhos de Deus em Cristo significava romper as barreiras sociais e étnicas em vista da unidade (cf. CORSANI, 1990, p. 243).


Palavras-chave


Cristianismo primitivo; conflitos

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/2175-1838.13.002.ED01

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