Prevalência de fraturas mandibulares no serviço de residência em cirurgia bucomaxilofacial do Hospital Universitário do Oeste do Paraná

Bruno Marques Sbardelotto, Eleonor Álvaro Garbin Júnior, Greison Rabelo de Oliveira, Geraldo Luiz Griza, Cláudio do Nascimento Fleig, Aline Cristine Sinegalia

Resumo



Objetivo: A mandíbula apresenta um alto índice de acometimento nos traumatismos de face. Tais fraturas podem levar a grandes prejuízos estéticos, funcionais e financeiros e suas características epidemiológicas têm sofrido alterações em diversas localidades. O objetivo, portanto, é traçar o perfil dos pacientes com fratura mandibular atendidos no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), Cascavel (PR), Brasil, dando enfoque em sua etiologia, relação faixa etária/gênero e região anatômica acometida. Material e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo dos pacientes diagnosticados com fraturas mandibulares atendidos pela especialidade no HUOP no período de junho de 2007 a junho de 2013 por meio da análise de prontuários e de exames de imagem. Os dados de ano de ocorrência do traumatismo, faixa etária, gênero, etiologia e região anatômica acometida foram coletados em uma ficha clínica específica e analisados a partir da distribuição de frequência. Resultados: Dos 785 pacientes com traumatismo maxilofacial atendidos no período do estudo, 204 (25,98%) apresentaram algum tipo de fratura mandibular. A faixa etária variou de 2 a 75 anos, proporção homem/mulher de aproximadamente 4:1. As principais etiologias foram os acidentes de trânsito (59,31%), agressões (16,18%) e ferimentos por arma de fogo (10,29%). As regiões anatômicas mais acometidas foram a parassínfise (27,73%), côndilo (26,4%) e ângulo mandibular (13,86%). Conclusão: A incidência e causas de fraturas mandibulares refletem o padrão de traumatismo facial de uma comunidade e, portanto, podem auxiliar no desenvolvimento de medidas preventivas, principalmente em relação à maior fiscalização de trânsito e controle da criminalidade.


Palavras-chave


Epidemiologia; Fraturas mandibulares; Traumatologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/archivesoforalresearch.09.003.AO07

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