Variáveis bioquímicas, antropométricas e pressóricas como indicadores de risco cardiovascular em servidores públicos

Renata Aparecida Rodrigues de Oliveira, Osvaldo Costa Moreira, Priscila Rita Niquini Ribeiro Lopes, William Amorim, Michele Silveira Breguez, João Carlos Bouzas Marins

Resumo


Introdução: As doenças cardiovasculares têm sido apontadas como a principal causa de mortalidade e morbidade no Brasil e no mundo. Objetivo: Verificar a prevalência dos fatores de risco cardiovascular em servidores universitários, utilizando as variáveis bioquímicas, antropométricas e pressóricas. Materiais e métodos: Participaram do estudo 107 servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Viçosa, no ano de 2010, com idade média de 46,1 ± 10,4 anos. Os parâmetros analisados foram: índice de massa corporal, relação cintura-quadril (RCQ), pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), colesterol total (CT), triglicerídeos (TG), lipoproteína de alta densidade (HDL-C) e lipoproteína de baixa densidade (LDL-C). A análise dos dados consistiu no cálculo das prevalências das variáveis estudadas. Para todos os tratamentos estatísticos adotou-se um nível de significância de p < 0,05. Resultados: Foram encontrados 45% de excesso de peso (IMC ≥ 25,0 kg/m2), 20% da população apresentou RCQ elevada (> 0,85 para as mulheres e ≥ 0,95 para os homens), a pressão arterial se apresentou alta (PAS ≥ 140 mmHg; PAD ≥ 90mmHg) em 24% dos avaliados, o CT obteve 49% de valores elevados (> 199 mg/dL), os triglicerídeos apresentaram 23% valores alterados (> 149 mg/dL), em relação ao LDL-C foram encontrados 31% de valores acima de 129 mg/dL, e 30% dos avaliados apresentaram valores reduzidos de HDL-C (< 40 mg/dL). Observamos que apenas 18,6% dos avaliados não apresentaram nenhum dos FRC analisados, sendo que cerca de metade dos servidores se encontraram na faixa de 2 a 4 FRC. Conclusão: Foi verificado um elevado percentual de FRC na população de servidores universitários. Dentre as variáveis analisadas, verificamos que excesso de peso, CT, níveis reduzidos de HDL-C e aumentados de LDL-C foram os FRC mais prevalentes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502013000200014

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