Análise comparativa dos efeitos do ultrassom terapêutico e laser de baixa potência sobre a proliferação de células musculares durante a diferenciação celular

Paola Pelegrineli Artilheiro, Jean Lucas Parpinelli Barbosa, Kristianne Porta Santos Fernandes, Tábata Santos de Oliveira, Sandra Kalil Bussadori, Raquel Agnelli Mesquita-Ferrari

Resumo


Introdução: Existe um grande interesse no estabelecimento de recursos e terapias a serem utilizados na tentativa de proporcionar um processo de reparo muscular de melhor qualidade e menor duração. O ultrassom terapêutico (US) e o laser de baixa potência (LBP) são recursos muito usados na prática clínica, porém são escassas, e por vezes contraditórias, as evidências científicas que determinam com segurança os parâmetros dosimétricos e metodológicos adequados. Objetivos: O objetivo do estudo foi analisar o efeito do US e do LBP sobre a proliferação celular durante a diferenciação de mioblastos C2C12. Materiais e métodos: Os mioblastos foram cultivados em meio de cultura de Eagle modificado por Dulbecco, contendo 10% de soro fetal bovino (SFB), sendo induzida a diferenciação pela adição de 2% de soro de cavalo durante 96 horas. Posteriormente, as células foram irradiadas com US pulsado a 20%, 3 MHz de frequência (intensidades de 0,2 e 0,5 W/cm2, durante cinco minutos) ou submetidas ao tratamento com LBP (potência de saída de 10 mW, densidade de energia de 3 e 5 J/cm2, por 20 segundos). A proliferação celular foi avaliada após 24h e 72h utilizando o método de MTT. Foram realizados três experimentos independentes, em cada condição citada e células não irradiadas serviram como controle. Resultados: Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística utilizando a Análise de Variância (ANOVA), teste Dunnet, para verificar diferenças entre o grupo controle (não tratado) e os grupos tratados com US e LBP, adotando significância de p < 0,05. Os resultados evidenciaram que não houve diferença significativa na proliferação celular entre as células musculares submetidas a tratamento com ambos os recursos terapêuticos e as células controle, nos períodos de 24h e 72h após tratamento. Além disso, foi possível verificar que não houve aumento significativo no número de células após o período de 72h quando comparado a 24h, confirmando o processo de diferenciação celular, conforme esperado. Conclusões: Conclui-se que o US e o LBP, nos parâmetros avaliados, não alteraram a proliferação de mioblastos em processo de diferenciação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0103-51502012000100003

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