Análise da marcha em portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica

André Ribeiro, José Henrique de Almeida Wayhs, Mariza Montanha Machado, Tania Cristina Malezan Fleig, Andréa Lúcia Gonçalves da Silva

Resumo


Introdução: O conhecimento da marcha nos portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a identificação de variáveis podem promover o desenvolvimento de estratégias de reabilitação, com vista à manutenção e preservação da autonomia. Objetivo: Avaliar o padrão de marcha do portador de DPOC, a partir da análise bidimensional com o software Simi Motion. Método: Delineamento transversal, estudo de casos, com 06 portadores de DPOC, sexo masculino, 64,00±8,07 anos, IMC 22,28±2,46 kg/m2, volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) 35,17±25,79% predito, capacidade vital forçada (CVF) 64,83±17,84% predito. Para dados cinemáticos utilizou-se videografia bidimensional, Simi Motion, acoplado a câmera de vídeo digital. Os registros em 60 frames por segundo e tempo de aquisição de ciclo de marcha. Resultados: Os dados cinemáticos encontraram-se variados, cada indivíduo apresentou peculiaridades sobrepostas aos padrões básicos. Observou-se uma forte correlação negativa entre cadência e PImax (p = 0,002 e r = - 0,96), entre comprimento de passo e PEmax (p = 0,007 e r = - 0,93). Para a qualidade de vida (SGQR), associações diretas, qualidade de vida total (QVT) e percentual da fase de apoio (p= 0,086 e r = 0,75); qualidade de vida impacto (QVI) e percentual da fase de apoio (p= 0,09 e r = 0,74). Conclusão: Avaliar a marcha do portador de DPOC possibilitou inferir objetivamente, delineando intervenções terapêuticas. Os benefícios esperados da pesquisa, tanto para o indivíduo quanto para sociedade é uma nova maneira de avaliar e incrementar a marcha, elemento fundamental para manutenção da independência funcional e qualidade de vida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502011000200002

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