Toxina botulínica e fisioterapia em crianças com paralisia cerebral espástica: revisão bibliográfica

Milena Silva Teles, Enilda Marta Carneiro de Lima Mello

Resumo


Introdução: A paralisia cerebral (PC) é definida como uma condição neurológica não progressiva originadaem razão de uma lesão no encéfalo imaturo que compromete os movimentos e a postura. A espasticidadeestá presente em 75% dos casos. Essa patologia tem incidência na população de aproximadamente 2 emcada 1.000 nascidos vivos e pode chegar a até 7 por 1.000 em países em desenvolvimento. O objetivo doestudo foi realizar uma revisão bibliográfica por meio da seleção e análise criteriosa de artigos científicosque relatem os efeitos da aplicação da toxina botulínica tipo A associada à fisioterapia em crianças comparalisia cerebral espástica. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica nas bases dedados eletrônicas MEDLINE, LILACS e SciELO, no período de 1997 a 2009. Os descritores utilizados foram:“paralisia cerebral” e “espasticidade muscular”, combinados com “toxina botulínica tipo A” e “fisioterapia”.Resultados: Somando-se todos os bancos de dados, um total de 50 artigos que continham os desfechos deinteresse dessa revisão foram encontrados, no entanto, alguns artigos aparecem em mais de uma busca eem duplicidade de idioma. Então, 23 artigos foram utilizados neste estudo. Discussão: Vários estudos demonstramque, para maior efetividade da toxina botulínica tipo A, esta deve ser associada a um programa fisioterapêuticoque sempre deve considerar as etapas do desenvolvimento motor da criança. Consideraçõesfinais: De acordo com a revisão bibliográfica apresentada, a TBA associada à fisioterapia para o controle daespasticidade se mostra bastante eficaz. Contudo, novas pesquisas acerca deste assunto são necessárias.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502011000100021

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