Fisiomotricidade e limiares de dor: efeitos de um programa de exercícios na autonomia funcional de idosas osteoporóticas

Karla Virgínia Bezerra de Castro, André Luiz dos Santos Silva, Jacqueline Maria Maranhão Pinto Lima, Walter Jacinto Nunes, Maurício Rocha Calomeni, Vernon Furtado da Silva

Resumo


Introdução: A atividade física é importante para a manutenção da autonomia funcional do homem e crucial em idosos. Todavia, alguns fatores, como a dor, limitam a participação deles em programas de atividade física. Objetivo: Investigar se, em função de um programa de atividades físicas estruturado de maneira a limitar a dor, poder-se-ia garantir a aderência de idosas sofrendo de osteoporose/osteopenia e, dessa forma, promover melhoras na autonomia funcional destas. Desenvolvimento: A amostra foi composta por 30 mulheres, entre 65 e 70 anos, divididas em dois grupos definidos em função de um diagnóstico de dor. Materiais e métodos: Aplicou-se um programa definido pelo termo fisiomotriz, de baixo impacto, caracterizado por lentidão nas mudanças articulares, progredindo em quatro níveis que foram distribuídos em 48 encontros. Os dados da dor e da autonomia funcional, obtidos por meio do teste de dor em escala analógica visual e do protocolo de GDLAM foram estudados por estatística descritiva e inferencial, com o índice ALFA ± 0,05. O instrumento foi uma Análise de Variância de Kruskal Wallis com índice
Qui-quadrado (Chi2). Resultados: Os resultados revelaram melhora da autonomia funcional e diminuição de dor relatada pelas participantes, fato que consequentemente implementou a aderência destas até ao final do programa. Conclusão: Conclui-se que o programa fisiomotriz, aplicado em idosas com osteopenia e/ou osteoporose, foi uma forma eficaz na promoção da melhora de sua autonomia funcional, que pode ser atribuída, pelo menos em parte, à diminuição de dor antes relatada pelas idosas.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502010000100016

Apontamentos

  • Não há apontamentos.