ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões

Paulo Henrique Foppa de Almeida, Danielle Barandalize, Danieli Isabel Romanovitch Ribas, Daniela Gallon, Ana Carolina Brandt de Macedo, Anna Raquel Silveira Gomes

Resumo


INTRODUÇÃO: Os exercícios de alongamento muscular estão entre os mais comumente utilizados na reabilitação e na prática esportiva e são muito estudados, porém, seu efeito no desempenho esportivo e na prevenção de lesões ainda é polêmico. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre as implicações do alongamento na performance e na prevenção de lesões. METODOLOGIA: Foi realizada pesquisa no Medline, Lilacs, Pubmed e Cochrane, considerando o período de 1990 a 2008, em três combinações de palavras-chave: alongamento e músculo esquelético e duração e frequência “stretching and skeletal muscle and duration and frequency” (grupo I); alongamento e músculo esquelético e performance “stretching and skeletal muscle and performance” (grupo II), e alongamento e músculo esquelético e lesão e prevenção: “stretching and skeletal muscle and injury and prevention” (grupo III). RESULTADOS: Dos grupos I e II foram utilizados 17 artigos e do Grupo III 26 artigos. A exclusão dos estudos ocorreu em virtude da leitura do título e do resumo e por não terem sido realizados com sujeitos saudáveis, ou não estarem relacionados com exercícios de alongamento, performance e prevenção de lesões. CONCLUSÃO: Observou-se que a prática do alongamento agudo apresenta efeito prejudicial à performance muscular e que a realização antes do exercício não implica em menor número de lesões. Já o alongamento crônico acarreta em melhoras na performance e prevenção de lesões a longo prazo. Acredita-se que há outros mecanismos, provavelmente relacionados ao processo de aquecimento, que justificaria menor incidência de lesões e melhora na performance.

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