A PERCEPÇÃO MATERNA SOBRE A PARALISIA CEREBRAL NO CENÁRIO DA ORIENTAÇÃO FAMILIAR

Diogo Costa Gração, Maria Goretti Matias Santos

Resumo


Introdução: Diante das dificuldades encontradas no tratamento de pacientes com diagnóstico de paralisia cerebral, a participação familiar é fundamental, principalmente no que diz respeito à interação mãefilho, uma vez que o intercâmbio entre a equipe de saúde e o cuidador tende a melhorar os resultados a serem alcançados. Este estudo avaliou o nível de conscientização de mães de crianças com paralisia cerebral espástica sobre a referida patologia e as práticas de cuidado que adotam com esses filhos. Método: Para tanto, foram realizadas 40 entrevistas, de caráter qualitativo, associado à gravação em áudio, no intuito de favorecer a posterior análise dos dados obtidos. A faixa etária das crianças com paralisia cerebral variou de 7 meses a 5 anos (M=2,21 anos; DP=1,48 anos), sendo 22 delas classificadas como tetraparéticas e 18 como diplégicas. Essas crianças eram atendidas em 2 clínicas, das quais as mães foram convidadas a participar deste estudo. Resultados: Verificou-se que a paralisia cerebral é uma patologia pouco compreendida pelas mães entrevistadas, corroborando com o fato dessas mães alegarem não ter recebido orientações desta patologia pelos profissionais de saúde. Conclusões: Concluise que existe a necessidade de incluir a participação das mães no processo de reabilitação de seus filhos, para que possam realizar manuseios nas atividades de vida diária de forma adequada, tornando-se estas não apenas prestadoras de cuidados básicos, mas uma extensão do processo de reabilitação em nível domiciliar. Sugere-se, então, a inclusão de programas educativos na rotina das clínicas de reabilitação, onde os profissionais possam melhor orientar as mães e elucidar sobre a importância do manuseio correto, conscientizando-as para praticarem no dia-a-dia da criança as orientações recebidas.

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