AVALIAÇÃO DA MUSCULATURA INSPIRATÓRIA DE PACIENTES TRAQUEOSTOMIZADOS EM REGIME DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR

Andrezza Ávila de Oliveira, Ayama Carla Nogueira, Cristiane Cenachi Coelho, Evanirso da Silva Aquino, Shirley Coelho Diniz

Resumo


Introdução: Vários mecanismos podem contribuir para a disfunção dos músculos ventilatórios e quando a demanda ventilatória excede sua capacidade podem ocorrer episódios de hipoventilação e hipoxemia. Objetivo: Avaliar a força e resistência da musculatura inspiratória de pacientes traqueostomizados e hospitalizados. Material e Métodos: Foram selecionados pacientes pósdiagnóstico de insuficiência respiratória, traqueostomizados, que deveriam ter recebido alta do centro de terapia intensiva e estar estáveis hemodinamicamente. As medidas da pressão inspiratória (PI) e pressão inspiratória máxima (PImáx) foram utilizadas para avaliação da carga inspiratória e força da musculatura inspiratória respectivamente. Para avaliação da resistência, foi utilizado um teste incremental com carga inicial de 30% da PImáx. Resultados: Foram avaliados 13 pacientes (8 homens e 5 mulheres) com idade média de 51,00±19,13 anos e tempo médio de traqueostomia de 32,84±23,26 dias. Em relação às pressões inspiratórias, foi verificado: PImáx (34,46±11,90); PI/PImáx (28,15±15,01). Quanto ao teste de resistência, foi observado: carga inicial e final em cmH2O (7,68±2,78 e 14,54±9,89 respectivamente); tempo de teste de 7,61±6,17 segundos. A PImáx apresentou uma correlação significativa com a idade (r=-0,691; p=0,009) e carga final do teste (r=0,764; p=0,002). A carga inicial apresentou uma correlação significativa com a idade (r=-0,691; p=0,009) e PI/PImáx (r=-0,749; p=0,003). Conclusão: Os pacientes apresentaram fraqueza importante dos músculos inspiratórios que variou com a idade e estavam com esta musculatura no limiar de sobrecarga. Em relação ao teste de resistência, verificou-se uma variação das variáveis analisadas.

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