EXTENSÃO ISOMÉTRICA DO TRONCO: análise da recuperação de parâmetros eletromiográficos

Marcelo Pinto Pereira, Mauro Gonçalves

Resumo


O Teste de Sorensen tem sido um dos métodos mais utilizados para a avaliação da musculatura lombar. Entretanto, o conhecimento do tempo necessário para a recuperação dos músculos envolvidos nesse teste, o que é imprescindível para aplicação de protocolos de treinamento e reabilitação, permanece desconhecido na literatura. Dessa forma, o objetivo principal deste trabalho foi avaliar a recuperação de parâmetros eletromiográficos (root mean square – RMS e freqüência mediana – FM) dos músculos multifido e iliocostal lombar nos níveis vertebrais de L4-L5 e L2-L1 respectivamente e avaliar o efeito da lateralidade nessas variáveis. Para isso, 10 voluntárias do sexo feminino (idade de 22,22 ± 3,19 anos) realizaram a extensão isométrica do tronco até a exaustão a 5%, 10%, 15% e 20% da contração isométrica voluntária máxima. Por meio de um módulo de aquisição de sinais biológicos e de um software calibrado com frequência de amostragem de 1000 Hz, obtiveram-se os valores de RMS e FM de 8 contrações submáximas com duração de 5 segundos (exercidas antes e 30 segundos; 1,5; 2,5; 3,5; 5; 10; 15 e 20 minutos após o término da contração de exaustão). A análise estatística (Teste de Variância de Friedman) não demonstrou diferenças nos valores de RMS e FM entre as contrações submáximas em nenhuma das porcentagens de tração (p > 0,05). Portanto, esses resultados podem ser utilizados como parâmteros do tempo de recuperação de variáveis eletromiográficas em indivíduos normais após contrações isométricas da coluna lombar.

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