FORÇA REAÇÃO DO SOLO DURANTE A MARCHA COM USO DO TÊNIS E SANDÁLIA PLATAFORMA

Isabel de Camargo Neves Sacco, Vitor D Tessutti, Sandra Aliberti, Adriana Naomi Hamamoto, Daniela Rodrigues Gomes, Mariana de Souza Xavier Costa

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar a força reação do solo durante a marcha em cadência auto-selecionada, comparando as características entre a marcha descalça e com o uso de sandálias de salto plataforma e tênis esportivo. A amostra constituiu-se de 8 mulheres com média de idade de 22,9 (4,1) anos. A força reação do solo foi adquirida com uma plataforma de força da AMTI e analisada no Origin v 6.0. Os resultados demonstraram um aumento do primeiro e do segundo picos verticais de força com o uso de sandália em relação à marcha descalça de 1,09 (0,06) PC para 1,18 (0,07) PC, diminuição do pico passivo de 0,61 (0,12) PC para 0,40 (0,16) PC e sua taxa de crescimento de 33,64 (16,91) PC/s para 16,19 (4,93) PC/s. A taxa de crescimento do primeiro pico de força diminuiu, mas não apresentou diferenças significativas de 7,98 (1,78) PC/s para 7,86 (3,82) PC/s. Essa diminuição das taxas de crescimento e aumento dos picos de força com o uso de sandália sugerem aumento de sobrecarga nas articulações dos membros inferiores, resultado principalmente da rigidez do solado e da instabilidade provocada pela elevação do centro de gravidade, justificando a diminuição de velocidade verificada. A menor magnitude do primeiro pico da FRS vertical, de 1,14 (0,05) PC, com a utilização do tênis demonstra que na comparação com a sandália cujo primeiro pico foi de 1,18 (0,07) PC, a rigidez do solado é fator determinante para a magnitude desta variável. Esses resultados deveriam ser considerados para o desenvolvimento e a produção de sandálias com salto que promovessem maior conforto aos usuários.

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