FISIOTERAPIA AQUÁTICA NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE DE JOELHO: série de casos

Ligia Maria Facci, Renata Marquetti, Kelley Cristina Coelho

Resumo


A osteoartrite de joelho é uma das doenças reumáticas mais prevalentes pelo fato de suportar grandes cargas de peso. O quadro clínico de dor, rigidez articular e perda da função freqüentemente levam à redução de capacidade funcional e da qualidade de vida. Uma das principais intervenções terapêuticas no tratamento é a fisioterapia aquática, porém há poucos estudos que verificam os seus benefícios. Foi realizado um estudo com 10 pacientes com diagnóstico de osteoartrite de joelho, de ambos os sexos, com média de idade de 56 anos. Antes e após o tratamento, os pacientes foram avaliados por meio de uma ficha pré-elaborada que continha vários instrumentos. O tratamento consistiu de 20 sessões de fisioterapia aquática, com freqüência de 3 vezes semanais e duração de 50 minutos por sessão. Considerando-se variáveis significantes com p-valor menor que 0,05. Ao término das 20 sessões, os pacientes apresentaram melhora da amplitude de movimento de flexão (ativo e passivo p-valor = 0,0025) e extensão de joelho (ativo p-valor = 0,0089 e passivo p-valor = 0,0544), melhora significante tanto no Índice de Lequesne quanto no WOMAC (p-valor = 0,00253). Em relação à força muscular de quadríceps, não houve dados estatisticamente significantes póstratamento (p-valor = 0,0544). Por meio dos achados deste estudo, sugere-se que a fisioterapia aquática possa ser uma boa alternativa de tratamento fisioterapêutico nos pacientes com osteoartrite de joelho.

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