ADAPTAÇÃO MUSCULAR APÓS CONTUSÃO: ANÁLISE DA ÁREA E TIPOS DE FIBRAS

Thais Helena Itao Sestare, Viviane Balisardo Minamoto

Resumo


A contusão muscular é freqüente na prática desportiva, sendo assim o objetivo deste estudo foi analisar a incidência e área das fibras musculares após contusão no músculo tibial anterior (TA). Quatorze ratos foram divididos em grupos: Controle (C) e Contusão (CO). Os animais, previamente anestesiados, foram posicionados em decúbito lateral com flexão plantar máxima e submetidos à contusão (carga de 284 g liberada de altura de 30 cm) no músculo TA. Após 28 dias, cortes foram obtidos e submetidos à reação miosina ATPase; a área das fibras foram analisadas por software. Teste estatístico: T-Student (5%). O TA do grupo CO apresentou diminuição do peso muscular quando comparado ao contralateral e ao TA do grupo C (0,19 ± 0,03%; 0,22 ± 0,02%;0,22 ± 0,02%, respectivamente, p £ 0.05). Quando comparado ao grupo C, o grupo CO apresentou diminuição na incidência das fibras tipo II (95,83 ± 2.22% x 90,4 ± 4,56%) e aumento das híbridas(0,5 ± 0.74% x 5 ± 1,58%, respectivamente; p £ 0.05) Não foi observada diferença na área dos diferentes tipos de fibras. A alteração do tipo de fibra, observada após contusão muscular, pode comprometer a performance do indivíduo; sendo assim deve-se trabalhar na reabilitação o gesto esportivo específico, visto que o músculo pode adaptar-se quando frente a um estímulo de exercício, alterando a composição das fibras musculares.

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