TREINO DE MARCHA COM PISTAS VISUAIS NO PACIENTE COM DOENÇA DE PARKINSON

Natalia Pesce Dias, Danielle Almeida Fraga, Enio Walker Azevedo Cacho, Telma Dagmar Oberg

Resumo


Os distúrbios da marcha são um dos sintomas primários da doença de Parkinson (DP). Devido a uma alteração no circuito núcleos da base – área motora suplementar, a marcha na DP fica comprometida na execução do
movimento, já que as sugestões rítmicas internas não estão sendo fornecidas corretamente. Nos últimos anos, surgiram relatos promissores dos programas fisioterapêuticos combinados a pistas visuais para o tratamento da marcha. Objetivo do estudo: Avaliar a eficácia do treino de marcha com pistas visuais no paciente com DP. Métodos: Foram selecionados 16 pacientes com DP, de ambos os sexos do serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Hospital de Clínicas da UNICAMP, randomizados em dois grupos para tratamento. Oito no grupo de estudo (20 sessões de treino de marcha com pistas visuais, mais fisioterapia convencional) e oito no grupo controle (20 sessões de fisioterapia convencional). Avaliados no início do tratamento, ao seu término e após 30 dias. Instrumentos utilizados: Escala Estimativa Unificada da Doença de Parkinson (UPDRS), Medida de Independência Funcional (MIF), Escala de Equilíbrio de Berg e avaliação funcional da marcha. Análise estatística: Aplicado o teste t-student, com p-valor <0,05 mostrando significância.
Resultados: Observou-se no grupo de estudo um aumento da velocidade da marcha, comprimento do passo e cadência. Além da melhora no equilíbrio e independência nas atividades funcionais, imediatamente após
as 20 sessões. Nos pacientes do grupo controle não foi observado melhora. Conclusão: O estudo demonstrou que o treino de marcha com pistas visuais é um meio poderoso para melhorar a marcha na DP.

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