TESTES DE OBER E OBER MODIFICADO: UM ESTUDO COMPARATIVO E DE CONFIABILIDADE

Christina Danielli Coelho de Morais Faria, Fabiana Fernandes Pereira Lima, Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela

Resumo


O objetivo deste estudo foi investigar a confiabilidade intra-examinador do teste de Ober (TO) e do teste de Ober modificado (TOM), assim como, verificar a diferença na magnitude dos valores fornecidos e determinar
a correlação entre as medidas dos dois testes. Foram realizados TO e TOM nos dois membros inferiores de 45 indivíduos (22,51 ± 1,79 anos) de ambos os gêneros, utilizando um nível pélvico, que possibilitou o
controle do alinhamento pélvico, e um inclinômetro, que forneceu valores quantitativos do grau de adução do membro. Foram realizadas, alternadamente, duas medidas para cada teste pelo mesmo examinador.
Coeficientes de correlação intraclasse (CCI) foram utilizados para determinar a confiabilidade intraexaminador, teste t de Student para verificar a diferença na magnitude dos valores obtidos e coeficientes de
correlação de Pearson, para determinar o grau de correlação entre as medidas fornecidas pelos testes. A confiabilidade intra-examinador para o TO foi de CCI=0.987 e para o TOM de CCI=0.982. As médias dos valores obtidos durante o TO e o TOM foram de 15,09 ± 6.87 e de 22,49 ± 5.44 graus, respectivamente, sendo a diferença entre as medidas estatisticamente significativa (t=13,04; p<0,001). A correlação entre as medidas dos dois testes foi de 0,635 (p<0,001). Portanto, o TO e o TOM realizados com o auxílio de um nível pélvico e de um inclinômetro se mostraram métodos confiáveis para avaliar o comprimento da banda iliotibial. Apesar do grau de adução obtido no TO ter sido menor, houve uma correlação significativa entre as medidas fornecidas pelos dois testes.

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