EDUCAÇÃO FORMAL e TREINAMENTO: confundir para doutrinar e dominar

Valdo José Cavallet

Resumo


Nos dois últimos séculos, com inúmeras inovações tecnológicas e estruturais, com o avanço significativo da Ciência, com as rupturas nas tradições, nas formas de expressão e das relações humanas, pelo aumento da velocidade e a diminuição das distâncias de espaço e tempo, com a ênfase dada na personalização, na competitividade e na simulação do cotidiano pelas imagens intensificadas dos meios de comunicação de massa, as instituições sociais encarregadas da educação passaram a viver um dualismo: a formação integral, do homem para a vida, e a formação técnica e especializada, do homem para o trabalho. Estes aspectos podem ser dicotômicos ou complementares. A disputa pela hegemonia da concepção econômica de educação, que seria determinada pelo mercado, sobre a concepção social e humana, voltada ao desenvolvimento integral do homem, representaria o aspecto dicotômico na medida que tem uma expectativa de não mudar o homem do ponto de vista de sua construção, mas adaptá-lo ao mundo do trabalho que está em mudança. A complementaridade dos aspectos ocorreria ao se estabelecer conscientemente o desenvolvimento de ambas as formas, com métodos apropriados. 

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rde.v1i2.3277

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