PLANEJAMENTO E DIVERSIDADE: as mazelas da medicina social no ‘país da cordialidade’

Antonio Carlos Machado Guimarães, Marco Antonio Villarta-Neder

Resumo


O tema da relação público-privado há muito ocupa a pauta das Ciências Sociais brasileiras, tendo produzido clássicos como o livro Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Hollanda. Em obras como esta, enfatiza-se a dificuldade do brasileiro em assumir um comportamento regido por normas impessoais. Diante destas, são mobilizados expedientes como o “sabe com quem está falando” e o “jeitinho”, repondo as relações de pessoa na resistência a projetos que se dizem saneadores dos costumes. Em seu propósito modernizante, que se estende aos hábitos individuais, a Medicina Social teve muitas vezes de enfrentar a cordialidade e a rígida demarcação entre o público e o privado presentes na vida brasileira. Se, no plano da história, vamos encontrar essas forças agindo na “Revolta da Vacina”, no literário, encontramos no personagem Simão Bacamarte, da obra O Alienista que Machado de Assis publicara, na forma de folhetim, entre 1881 e 1882, o exemplo do choque entre duas éticas diferenciadas, a da cordialidade, definida por Sérgio Buarque de Hollanda e a do impulso planificador da Ciência Moderna.

Palavras-chave


Medicina social; Planejamento; Diversidade cultural; Ciência

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.