Modelo de engajamento intersetorial para o desenvolvimento urbano sustentável

Lisandro Iusry Abulatif, André de Souza Silva, Izabele Colusso

Resumo


O presente trabalho trata da criação e implementação de um modelo conceitual de engajamento intersetorial orientado ao desenvolvimento urbano sustentável no município de Guaíba no estado do Rio Grande do Sul. O modelo é denominado Estratégia de Desenvolvimento Sustentável, o qual é composto pelas etapas de formação de equipe multidisciplinar, diagnóstico situacional, proposição e alinhamento de intervenções, monitoramento e avaliação, reconhecimento de desempenho e renovação e expansão de atividades e parcerias. A metodologia de pesquisa-ação foi utilizada para a implementação das etapas, combinada com a abordagem de estudo de caso para o relato da experiência e apresentação de resultados. Os resultados indicaram que a Estratégia de Desenvolvimento Sustentável viabilizou melhorias na articulação entre secretarias do executivo municipal, identificação de dados relevantes para uso no processo de planejamento urbano e estímulo ao alinhamento entre representantes dos setores público, setor privado e sociedade civil na elaboração e execução de iniciativas relacionadas à sustentabilidade urbana. Neste sentido  a Estratégia de Desenvolvimento Sustentável foi identificada como um modelo de gestão que pode ser implementado por outras prefeituras para a promoção do desenvolvimento urbano sustentável.


Palavras-chave


desenvolvimento urbano sustentável, parcerias intersetoriais, planejamento urbano, gestão urbana, estratégia de desenvolvimento sustentável

Texto completo:

PDF

Referências


Cardita, J., & Pietro, G. (2010). Estratégia de proatividade e parceria: um modelo de participação comunitária para abordar a segurança no trânsito. Genebra: Global Road Safety Partnership.

Collis, J., & Hussey, R. (2005). Pesquisa em administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação (2a ed.). Porto Alegre: Bookman.

Departamento de Informática do SUS – DATASUS. (2017). População Residente - Estimativas para o TCU - Brasil. Recuperado em 25 de novembro de 2017, de http://tabnet.datasus .gov.br/cgi/tabcgi.exe?ibge/cnv/poptbr.def.

Institute for the Advanced Study of Sustainability. (2016). Sustainable urban future: cities and climate change. Recuperado em 18 de novembro de 2016, de http://urban.ias.unu.edu/index.php/cities-and-climate-change/.

Johnson, S. (2003). Emergência: a dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de janeiro: Zahar.

Leite, C., & Awad, J. M. (2012). Cidades sustentáveis, cidades inteligentes: desenvolvimento sustentável num planeta urbano. Porto Alegre: Bookman.

Pascale, R. (1999). Surfing the edge of chaos. MIT Sloan Management Review. Recuperado em 11 de julho de 2020, de https://sloanreview.mit.edu/article/surfing-the-edge-of-chaos.

Soares, P. R., & Fedozzi, L. J. (2016). Porto Alegre e sua região metropolitana no contexto das contradições da metropolização brasileira contemporânea. Sociologias, 18(42), 162-197.

Spradley, J., & McCurdy, D. (2006). Conformity and Conflict (12e, pp. 422-435). San Francisco: Pearson.

The World Bank. (2017). Urban population (% of total). Recuperado em 27 de abril de 2017, de http://data.worldbank.org/indica tor/SP.URB.TOTL.IN.ZS?page=3.

Tripp, David. (2005). Action research: a methodological introduction. Educação e Pesquisa, 31(3), 443-466.

Vergara, S. C. (2010). Métodos de pesquisa em administração (4a ed.). São Paulo: Atlas.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.