Detecção de padrões da forma urbana: Quadro geral e um Caso

Romulo Krafta, Edson Luiz Bortoluzzi da Silva

Resumo


O artigo discute diferentes formas de identificar e medir padrões da forma urbana, considerando distintas abordagens – figurativa, geométrica e configuracional – e diferenciando descrições de estado (estáticas) e representações da sua evolução (dinâmicas). Uma captura de padrão de mudança é apresentada em maior detalhe, na qual recursos analíticos de física estatística são utilizados. Para isso, um estudo de caso – a cidade de Santa Maria/RS – explora as relações entre processos de longo prazo de densificação e de expansão urbanas, em que são produzidas evidências de haver entre ambos uma relação caracterizada como de criticalidade auto-organizada. O estudo de caso, bem como a maioria dos demais enunciados teóricos e métodos analíticos, constitui referências da produção científica do Grupo de Pesquisa Sistemas Configuracionais Urbanos do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Palavras-chave


Morfologia Urbana. Análise Espacial. Dinâmica Espacial Urbana

Texto completo:

PDF

Referências


Aymonino, C. (1975). Il significato delle città. Veneza: Laterza.

Bak, P. (1996). How nature works: The science of self-organized criticality. Berlin: Springer. http://dx.doi.org/10.1007/978-1-4757-5426-1.

Ball, Ph. (2004). Critical Mass: How one thing leads to Another. New York: Farrar, Straus & Giroux.

Barthelemy, M. (2019). The statistics physics of cities. Nature Review Physics, 1(6), 406–415.

Batty, M. (2007). Cities and Complexity: Understanding cities with cellular automata, agent-based models and fractals. Cambridge: MIT Press.

Batty, M., & Longley, P. (1994). Fractal Cities. San Diego: Elsevier.

Bettencourt, L., & West, G. (2010). A unified theory of urban living. Nature, 467(7318), 912-913. http://dx.doi.org/10.1038/467912a. PMid:20962823.

Cataldi, G., Maffei, G. L., & Vaccaro P. (2002). Saverio Muratori and the Italian School of Planning Typology. Urban Morphology, 6, 3-20.

Constantinou, E., & Krafta, R. (2007). Built Form Change: Randomness and Emergence of Space-time Patterns. Ouro Preto. In Proceedings of the International Seminar on Urban Form (pp. 1-17). Ouro Preto: UFMG.

Conzen, M. R. G. (1988). Morphogenesis, morphological regions and secular human agency. in The Historic Townscape, as exemplified by Ludlow. In D. Denecke, & G. Shaw (Eds.), Urban historical geography: Recent Progress in Britain and Germany (pp. 252-272.). Cambridge: Cambridge University Press.

Freeman, L. (1977). A Set of Measures of Centrality based on Betweenness. Sociometry, 40(1), 35-41. http://dx.doi.org/10.2307/3033543.

Fujita, M., & Mori, T. (1997). Structural stability and evolution of urban systems. Regional Science and Urban Economics, 27(4-5), 399-442. http://dx.doi.org/10.1016/S0166-0462(97)80004-X.

Fujita, M., & Thisse, J. F. (2009). New Economic Geography: An appraisal on the occasion on Paul Krugman’s 2008 Nobel Prize in Economic Science. Regional Science and Urban Economics, 39(2), 109-119. http://dx.doi.org/10.1016/j.regsciurbeco.2008.11.003.

Gauthier, B. (2004). The history of urban morphology. Urban Morphology, 8, 71-90.

Hansen, G. (1959). How accessibility shapes land use. Journal of the American Institute of Planners, 25(2), 73-76. http://dx.doi.org/10.1080/01944365908978307.

Hillier, B., & Hanson, J. (1985). The social logic of space. Cambridge: University Press.

Ingram, D. R. (1971). The Concept of Accessibility: a search for an operational form. Regional Studies, 5(2), 101-105. http://dx.doi.org/10.1080/09595237100185131.

Krafta, R. (1994). Modelling Intra-Urban Configurational Development. Environment & Planning B, 21(1), 67-82. http://dx.doi.org/10.1068/b210067.

Krafta, R. (1997). Urban Convergence: morphology and Attraction. Environment & Planning B, 23(1), 37-48. http://dx.doi.org/10.1068/b230037.

Krafta, R. (2014). Notas de Aula de Morfologia Urbana. Porto Alegre: Editora da UFRGS.

Krafta, R., & Bevilacqua, D. (2016). Características e Medidas do Urbano: Relações Espaciais Críticas entre Serviços Urbanos e Usuários. Revista Brasileira de Cartografia, 68(4), 843-861.

Krafta, R., Netto, V., Lima, L. (2011). Urban Built Form Grows Critical. Cybergeo, 565, 11-26.

Krafta, R., & Silva, E. B. (2019). Self-organized Criticality and Urban Form System Dynamics with reference to a Brazilian city. Area Development and Policy. 4, 1-10. http://dx.doi.org/10.1080/23792949.2019.1631124.

Maraschin, C., Krafta, R. (2013). Growth dynamics of retail location: A methodological approach using a logistic model. Cybergeo, 650.

March, L. (2010). The Architecture of Form. Cambridge: University Press.

March, L., & Steadman, P. H. (1971). The geometry of environment. Londres: RIBA Pub.

Martin, L. (1972). The Grid as Generator. In L. Martin (Ed.), Urban Space and Structures. Cambridge: University Press.

Picinato, L. (1947). La città come organismo. Veneza: Marsiglio.

Polidori, M., & Krafta, R. (2005). Modelando crescimento urbano com integração de fatores urbanos, ambientais e institucionais. Geofocus, 5, 156-179.

Pont, M. B., & Haupt, P. (2009). Space, density and urban form. Delft: TU Delft.

Porto Alegre. (1979, 21 de julho). Lei Complementar n. 43, de 21 de julho de 1979. Dispõe sobre o desenvolvimento urbano no município de Porto Alegre, institui o primeiro plano diretor de desenvolvimento urbano, e dá outras providências. Porto Alegre: Diário Oficial de Porto Alegre.

Rossi, A. (1998). A arquitetura da cidade. São Paulo: Martins Fontes.

Smith, N. (1984). Uneven Development – Nature, Capital and the Production of Space. Atlanta: The University of Georgia Press.

Smith, N. (1987). Gentrification and the rent gap. Annals of the Association of American Geographers, 77(3), 462-465. http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-8306.1987.tb00171.x.

Steadman, P. H. (2001). A binary encoding of a class of rectangular built forms. In Proceedings of 3rd International Space Syntax Symposium. Atlanta.

Thisse, J. F. (2014). The New Science of Cities by Michael Batty: The opinion of an economist. Journal of Economic Literature, 52(3), 805-819. http://dx.doi.org/10.1257/jel.52.3.805.

White, R., Engelen, G., & Uljee, I. (1997). The use of constrained cellular automata for high-resolution modelling of urban land-use dynamics. Environment & Planning B, 24(3), 323-343. http://dx.doi.org/10.1068/b240323.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.