Análise teórica para desvendar o lento aceite da recente verticalização residencial em San José, Costa Rica

Sabrine Acosta

Resumo


O artigo tem como objetivo avaliar o surgimento e evolução do mercado imobiliário costarriquenho com o intuito de desvendar o contexto do forte vínculo com a terra e, por conseguinte, propor uma explicação ao lento aceite das novas tendências residenciais verticais. A metodologia consiste em pesquisas de campo anuais entre 2011 e 2017, revisão de fotografias e uma revisão bibliográfica de autores marxistas costarriquenhos, brasileiros e internacionais, com a intenção de formular uma discussão teórica para mostrar como as mudanças nos modos de produção e na economia local fortaleceram a relação entre a população e sua terra. Utiliza-se um amplo recorte temporal desde o período colonial até a atualidade com o intuito de analisar como, ao longo da evolução do mercado imobiliário, as diferentes formas de moradia permitiram manter esse forte arraigo pela terra. Posteriormente aborda-se o tema da recente verticalização residencial de luxo e se realiza uma análise semântica dessa, com a intenção de entender a reação da população frente a uma proposta residencial sem acesso a jardim ou espaço ao ar livre. Conclui-se que, embora possam existir outros fatores, o forte arraigo pela terra pode ser considerado um dos motivos principais do lento aceite dos novos empreendimentos verticais na Costa Rica.


Palavras-chave


Mercado imobiliário; moradia vertical; assentamentos coloniais; crescimento urbano

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