Patrimônio Ferroviário: em busca dos seus lugares centrais

Maria Emília Lopes Freire, Norma Lacerda

Resumo


O patrimônio ferroviário é formado por estruturas complexas, em interações socioespaciais – implantadas
como uma rede –, vinculadas à história do desenvolvimento científico-tecnológico e à memória social.
Assim, elas carregam atributos valorativos portadores de interesse patrimonial. Entretanto, não é possível
preservar tudo, é necessário fazer uma seleção criteriosa pautada em argumentos relevantes. Este artigo
propõe um arranjo teórico – inspirado na abordagem sistêmica, associada às noções de rede, nodalidade e
centralidade –, capaz de fornecer fundamentos analíticos imprescindíveis à identificação, em uma rede ferroviária,
das estruturas espaciais e suas relações, caracterizadas como lugares centrais. Tais estruturas, por
serem as mais importantes à dinâmica funcional dessa rede, são detentoras de potencial à preservação. É
uma proposta, instigada pela iminente perda de estruturas ferroviárias, símbolos representativos de identidades
coletivas. A discussão centra-se no primitivo sistema ferroviário implantado no Recife, como parte da
Rede Ferroviária Nordeste (Brasil). Esse sistema polarizou funções essenciais, conformando centralidades,
em relação aos demais pátios da Rede e nodalidades, ante as inter-relações estabelecidas com as demais
redes que recobrem o território. Figuram, portanto, como Lugares Centrais.


Palavras-chave


Patrimônio ferroviário. Rede. Abordagem sistêmica. Preservação. Lugares centrais.

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