Os paradoxos entre os urbanos no município de Barcarena, Pará

Monique Bruna Silva Carmo, Sandra Maria Fonseca da Costa

Resumo


O processo de urbanização nas pequenas cidades da Amazônia, nas últimas décadas, tem transformado o cenário urbano e também o rural, os quais foram reestruturados e perderam suas características típicas. Apesar de existirem cidades fortemente dependentes dos recursos das florestas, há o surgimento de cidades que se desvincularam dessas atividades rurais, tornando-se conectadas ao mercado global por meio da indústria. O município de Barcarena, no Pará, é um exemplo desse processo e, apesar de sua economia estar voltada para a atividade industrial, possui uma população rural que se sobrepõe à população urbana. Nesse aspecto, o presente artigo objetiva compreender a reestruturação urbana desse município a partir da instalação de um complexo industrial e dos paradoxos urbanos que surgiram a partir desse processo. Para o seu desenvolvimento, foram utilizados dados coletados por meio de formulários aplicados aos domicílios urbanos, dados censitários e informações coletadas no município. A pesquisa demonstra incoerência de dados sobre urbanidade, questiona as proposições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
e conclui que Barcarena ainda é uma “cidade da floresta”, por conservar uma cultura e economia fortemente relacionada à floresta, e que Vila dos Cabanos é uma “cidade na floresta”, por apresentar funções logísticas fortemente ligadas ao exterior e desvinculadas da floresta.


Palavras-chave


Pequenas cidades; Amazônia; Cidade na e da floresta; Indústria

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