Atividade eletromiográfica dos extensores de tronco durante manuseio pelo Método Neuroevolutivo Bobath

Aline de Souza Pagnussat, Anelise de Saldanha Simon, Camila Grazziotin dos Santos, Morgana Postal, Sonia Manacero, Renata Raab Ramos

Abstract


Introdução: Paralisia cerebral é um distúrbio caracterizado por alterações no desenvolvimento da atividade, do movimento e da postura. O Conceito Neuroevolutivo Bobath é um método utilizado na reabilitação neuropediátrica, fundamentando-se na facilitação da aquisição de habilidades sensório-motoras de acordo com a sequência de desenvolvimento neuropsicomotor normal. Objetivo: Verificar atividade eletromiográ¬fica de músculos envolvidos no controle cervical nos planos frontal, sagital e transverso, mediante manuseio em pontos-chave de controle, objetivando transferência de peso e estabilização corporal. Materiais e mé¬todos: Trata-se de uma avaliação quantitativa em um estudo de caso, no qual uma paciente de sete anos de idade, com diagnóstico clínico de paralisia cerebral e síndrome de West, foi submetida à análise eletromio¬gráfica da musculatura envolvida no controle cervical, mediante manuseio em pontos-chave de controle. O registo ocorreu durante o manuseio utilizando postura de decúbito ventral sobre cunha e postura de decúbito lateral sobre o solo. Resultados: O sinal eletromiográfico dos extensores e flexores na região cer¬vical intensificou-se mediante manuseio para transferência de peso em ponto-chave de quadril em ambas as posturas. Embora o sinal de base tenha sido ampliado durante a transferência de peso para o quadril, o registro eletromiográfico nos segmentos musculares avaliados foi superior no decúbito lateral. Conclusões: Verificou-se que a transferência de peso para o quadril induziu facilitação do controle cervical e que o de¬cúbito lateral de forma repetida e sustentada, mediante correto manuseio, alinhamento e transferência de peso, facilitou de forma mais pronunciada a atividade muscular na região cervical e de tronco superior do que o manuseio em decúbito ventral sobre a cunha.



DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502013000400014

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