Influência das orientações fisioterapêuticas na qualidade de vida e na sobrecarga de cuidadores

Bruna Cristina Warken Fernandes, Karla Caroline Pacheco Ferreira, Maira Franciele Marodin, Maria Odette Nassif do Val, Andersom Ricardo Fréz

Abstract


Introdução: O despreparo do cuidador pode acarretar situações de risco para quem cuida e para quem recebe o cuidado. Objetivo: Avaliar a influência de orientações fisioterapêuticas na qualidade de vida e na sobrecarga de cuidadores informais de pacientes com disfunções decorrentes de acidente vascular encefálico (AVE) ou de trauma raquimedular (TRM). Materiais e métodos: Doze cuidadoras informais, com idade média de 50,5 ± 16,5 anos, sendo 4 de pacientes com disfunções decorrentes de TRM e 8 de pacientes que sofreram AVE. Todos os pacientes estavam em atendimento fisioterapêutico. No primeiro encontro, as cuidadoras foram instruídas a anotar as dúvidas e dificuldades do dia a dia. Após uma semana, entregaram as anotações; na mesma ocasião, foi avaliada a qualidade de vida e a sobrecarga, utilizando o questionário SF-36 e o Questionário de Avaliação da Sobrecarga do Cuidador Informal, respectivamente. Duas semanas depois, foi realizada uma aula teórico-prática baseada nas dúvidas e nas respostas dos questionários. Após quatro semanas, foram reavaliadas. Para comparação pré e pós-intervenção, foi utilizado o teste t pareado(p < 0,05). Resultados: As dúvidas anotadas estavam relacionadas ao banho do paciente e com a própria saúde física e mental. Não se observou incremento no índice geral da qualidade de vida (p = 0,1226). Apenas para os domínios dor (p = 0,0316) e saúde mental (p = 0,0029) observou-se diferença significativa. Não se observou diferença na sobrecarga do cuidador. Conclusão: Uma intervenção com orientações fisioterapêuticas repercutiu na redução da dor e melhora da saúde mental em cuidadores informais de pessoas com disfunções decorrentes de TRM ou AVE.



DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502013000100017

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