Severidade da desordem temporomandibular e sua relação com medidas cefalométricas craniocervicais

Jovana de Moura Milanesi, Priscila Weber, Fernanda Pasinato, Eliane Castilhos Rodrigues Corrêa

Abstract


Introdução: Sabe-se que existe uma relação entre a Desordem Temporomandibular (DTM) e a postura craniocervical, porém, além de os estudos apresentarem resultados inconclusivos, a severidade dos sinaise sintomas de DTM não é considerada. Objetivo: Correlacionar índices de severidade da DTM com medidas cefalométricas craniocervicais. Materiais e métodos: Participaram da pesquisa 32 mulheres entre 19 e 35 anos com diagnóstico de DTM (RDC/TMD). A severidade dos sinais e sintomas da DTM foi avaliada pelo Índice Temoromandibular proposto por Pehling, calculado com base nos achados do exame físico do RDC/TMD (eixo I). A postura craniocervical foi avaliada por cefalometria, por meio de 11 medidas referentes à posição da cabeça, coluna cervical, mandíbula e osso hioide. A normalidade dos dados foi testada pelo teste de Lilliefors e as correlações foram realizadas pelo coeficiente de Spearman. Resultados: Foram encontradas correlações negativas e moderadas entre o ângulo CVT/Hor e os Índices Muscular (p = 0,0288) e Temporomandibular (p = 0,0394); entre o ângulo CPL/Hor (anteriorização)quando correlacionado aos Índices Funcional (p = 0,0482) e Muscular (p = 0,0086) e entre distância dohioide à terceira vértebra cervical (Hy/C3) e o Índice Funcional (p = 0,0155). Conclusões: Constatou-se associação entre a maior severidade do quadro clínico da DTM e a projeção anterior da cabeça, a flexão da coluna cervical baixa e a menor distância do osso hioide à terceira vértebra cervical. Essa relação sugere que as alterações posturais craniocervicais podem contribuir para a maior intensidade dos sinais e sintomas e perpetuação da DTM.



DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502013000100009

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