Efeitos da dominância unilateral dos membros inferiores na flexibilidade e no desempenho isocinético em mulheres saudáveis

Gabriel Peixoto Leão Almeida, Kysia Karine Almeida Carneiro, Heleno Carneiro Rolim de Morais, Júlia Barreto Bastos de Oliveira

Abstract


Introdução: : A dominância unilateral dos membros inferiores pode causar desequilíbrios entre os grupos musculares contralaterais, predispondo ambas as pernas a lesões. Assim, o conhecimento de deficits comparativos unilaterais é importante nas medidas de prevenção e avaliação do paciente. Objetivo: Veriϐicar a inϐluência das atividades diárias na diferença dos membros dominante (MD) e não dominante (MND) quanto a ϐlexibilidade, Pico de Torque (PT), Trabalho Máximo (TM), Potência Máxima (PM) dos ϐlexores e extensores do joelho. Métodos: A amostra foi constituída por 23 mulheres saudáveis e não praticantes de atividade ϐísica. A ϐlexibilidade foi avaliada pelo Teste do Ângulo Poplíteo (TAP) para isquiostibiais e Teste de Thomas (TT) para quadríceps-femoral; a avaliação isocinética foi realizada no modo concêntrico para extensão e ϐlexão do joelho. Para o PT e o TM, foram realizadas cinco repetições na velocidade angular de 60º/seg e, para PM, 15 repetições em 240º/seg. Todas as avaliações foram realizadas pelo mesmo pesquisador. Resultados: Não houve diferença estatisticamente signiϐicante quanto à ϐlexibilidade obtida pelo TAP e pelo TT (p > 0,05). Porém, em todas as variáveis isocinéticas avaliadas houve uma diferença signiϐicativamente relevante entre o MD e o MND (p < 0,01), com média do índice de simetria dos membros superior a 10%. Conclusão: De acordo com os dados obtidos, as atividades do cotidiano em mulheres saudáveis causam diferenças entre o MD e o MND, sendo constatadas pela avaliação isocinética quanto a PT, TM e PM; porém, tais diferenças não foram visualizadas quanto à ϐlexibilidade.



DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502012000300011

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