Cadeia cinética aberta e fechada: uma refl exão crítica

Auristela Duarte de Lima Moser, Mariane Franceschi Malucelli, Sandra Novaes Bueno

Abstract


Introdução: Desde 1973, quando Steidler procedeu à transposição dos princípios de cadeia cinéticaaberta e fechada da mecânica para a reabilitação, muitos estudos têm sido feitos sobre as consequênciasdos exercícios envolvendo tais cadeias, mas pouco tem se estudado sobre a validade de tal defi nição, seusbenefícios e riscos. A comunidade da reabilitação associou a defi nição de CCA e CCF a alguns exemplosclássicos de exercícios, sem questionar se os componentes envolvidos na defi nição eram sufi cientes paraestabelecer este conceito. Método: As autoras realizaram uma revisão bibliográfi ca que incluiu artigoscom o conceito de cadeia cinética aberta e fechada e livros de cinesiologia, mecânica e dinâmica, buscandoaproximações e divergências na defi nição e nos conceitos. Resultados: Na mecânica as cadeiasabordadas são cinemáticas e não cinéticas e a transposição desses conceitos para a reabilitação foi literal,favorecendo o uso dos termos como sinônimos, mesmo existindo uma diferença entre eles: a cadeiacinemática não considera as forças causadoras do movimento ou do equilíbrio, já a cadeia cinética asconsidera. O termo cadeia cinética aberta não é mencionado na mecânica. Conclusões: Todos os exercíciosenvolvendo apenas uma articulação deveriam ser chamados exercícios isolados e o termo cadeia cinéticafechada deveria ser dividido em três categorias: cadeia cinemática fechada, cadeia cinemática restrita ecadeia cinemática, concordando com o grau de liberdade de cada cadeia. Sugere-se que esses termosdeveriam ser usados para descrever exercícios de múltiplas articulações, concordando com o grau deliberdade de cada exercício.



DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502010000400014

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