CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E TEMPO DE INTERNAÇÃO PÓS-OPERATÓRIO

Grazielle Pereira Guedes, Yara Raissa Azevedo Barbosa, Gardênia Holanda

Abstract


INTRODUÇÃO: A fraqueza muscular respiratória pode ser responsável pelo aumento do risco cirúrgico e do tempo de internação pós-operatória? OBJETIVOS: Verificar a correlação entre as pressões respiratórias máximas (PRmáx) com IMC, tempo de cirurgia e tempo de internação pósoperatório nas cirurgias torácicas eletivas. MATERIAIS E MÉTODOS: Neste estudo observacional transversal, as PRmáx foram medidas pelo manovacuômetro GerAr® no período pré-operatório da cirurgia torácica, em seguida os indivíduos foram divididos em dois grupos: AR-alto risco (PRmáx <75% do previsto) e BR-baixo risco (PRmáx e”75% do previsto) para o desenvolvimento de complicações pulmonares, sendo os indivíduos monitorados no pós-operatório até a alta hospitalar. ANÁLISE ESTATÍSTICA: Foram utilizados o teste t de Student e o teste de Pearson para analisar correlação entre tempo de internação pós-operatório nos grupos AR e BR através do SPSS (17.0) atribuindo-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: A comparação entre os grupos AR e BR mostrou diferença significativa entre os valores encontrados e os valores de referência tanto para PImáx (p=0,0001) quanto para PEmáx (0,006). Verificou-se correlação positiva entre PImáx e PEmáx (r=0,79; p=0,001) e correlação negativa entre PImáx e tempo de internação pós-operatório (r=-0,64; p=0,02), porém não houve correlação entre PEmáx e tempo de cirurgia (r=-0,46; p=0,12). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Esses achados sugerem que a disfunção muscular respiratória precedente à cirurgia pode prolongar o período de reabilitação e que os valores de PImáx acima de 75% do previsto podem ser considerados como fator protetor e parecem reduzir o tempo de internação pós-operatória nos indivíduos submetidos à cirurgia torácica eletiva.

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