PRESSÃO PLANTAR E SUA RELAÇÃO COM ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS EM TRABALHADORAS

Josiane Schadeck de Almeida, Guaracy Carvalho Filho, Carlos Marcelo Pastre, Carlos Roberto Padovani, Rodrigo Alberto Dispato Mendes Martins, Luiz Carlos Marques Vanderlei

Abstract


INTRODUÇÃO: A posição ortostática no trabalho em conjunto com o índice de massa corporal (IMC) gera sobrecarga e pode alterar a descarga de peso. OBJETIVOS: Analisar o pico de pressão plantar e sua relação com IMC, estatura e peso corporal em trabalhadoras que utilizavam a postura ortostática como predominante no trabalho. MÉTODOS: Estudo com 50 trabalhadoras, média de idade de 29.9 ± 6.6 anos, que foram analisadas quanto ao seu IMC, estatura, peso e pico de pressão plantar em ambos os pés. Para isso, utilizou-se um baropodômetro FootWork para a coleta dos maiores valores de pressão plantar em quilograma-força/centímetro2. Os dados foram analisados por meio de correlação linear de Pearson e Spearman e teste t de Student pareado, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A maioria das mulheres apresentou-se na classe normal, com peso corporal médio de 60.1 ± 7.9 e estatura de 163.8 ± 5.9. Entretanto, houve maiores índices numéricos de pressão plantar nos indivíduos com sobrepeso e obeso (2.3 ± 0.4 e 3.2 ± 1.1), observando relação estatística. Verificou-se também associação entre estatura e pico de pressão plantar maior à direita (p < 0.0). Para os valores de descarga de peso para ambos os pés, segundo classe de índice de massa corpórea, os resultados foram maiores para acima do normal. CONCLUSÃO: O pico de pressão plantar foi maior nas trabalhadoras com peso corporal acima do normal e mais altas, o que pode apresentar fator de risco para agravos músculos-esqueléticos.

Refbacks

  • There are currently no refbacks.